Angioplastia coronária com balão
Anatomia normal |
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As artérias coronárias fornecem sangue ao músculo cardíaco. A artéria coronária direita abastece tanto o lado esquerdo quanto o direito do coração; a artéria coronária esquerda abastece o lado esquerdo do coração.
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Indicação |
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Gordura e colesterol acumulam-se dentro das artérias (aterosclerose). As artérias pequenas do músculo cardíaco (artérias coronárias) podem ser estreitadas ou bloqueadas por esse acúmulo. Se o estreitamento for pequeno, uma angioplastia coronariana transluminal percutânea, ou PTCA, pode ser o curso de tratamento escolhido. A PTCA é um procedimento minimamente invasivo para abrir artérias coronárias bloqueadas, permitindo que o sangue circule sem obstruções para o músculo cardíaco. A PTCA é indicada para:
- Dor no peito persistente (angina)
- Bloqueio de apenas uma ou de duas artérias coronárias
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Procedimento, parte 1 |
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Enquanto o paciente está acordado e sem sentir dor (anestesia local), um cateter é inserido em uma artéria na parte superior da perna (artéria femoral). O procedimento inicia com o médico injetando um pouco de anestesia local na região da virilha e inserindo uma agulha na artéria femoral (o vaso sanguíneo que desce do coração à perna). Quando a agulha é introduzida, um fio-guia é colocado através da agulha para dentro do vaso sanguíneo. Após essa etapa, o fio-guia permanece no vaso sanguíneo e a agulha é removida. Em seguida, uma agulha grande, chamada introdutora, é colocada sobre o fio-guia e este é removido.
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Procedimento, parte 2 |
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Posteriormente, um cateter diagnóstico, que é um tubo longo e estreito, avança através da agulha introdutora por um fio-guia de aproximadamente 0,9 mm para dentro do vaso sanguíneo. Neste momento, o cateter é direcionado para a aorta e o fio-guia é removido. Quando o cateter é inserido na abertura ou óstio de uma das artérias coronárias, o médico injeta um contraste e obtém uma série de radiografias (filme das imagens).
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Procedimento, parte 3 |
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O primeiro cateter é trocado, através do fio-guia, por um cateter direcionador e o fio-guia é removido. Um fio-guia menor avança pela seção obstruída da artéria coronária e um tubo inclinado com balão é posicionado de modo que a parte com o balão esteja ao lado da obstrução. O balão então é inflado por alguns segundos para comprimir a obstrução contra a parede da artéria. Depois, o balão é desinflado. O médico pode repetir esse procedimento algumas vezes, bombeando o balão cada vez mais para alargar a passagem e deixar o sangue fluir. Esse tratamento pode ser realizado novamente em cada local obstruído das artérias coronárias.
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Procedimento, parte 4 |
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Um dispositivo chamado stent pode ser introduzido. O stent é uma armação metálica treliçada colocada na artéria coronária para manter o vaso aberto.
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Procedimento, parte 5 |
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Quando o cateter está posicionado na origem da artéria coronária, um contraste é injetado e uma série de radiografias (filme) é obtida para verificar qualquer alteração nas artérias. Depois disso, o cateter é removido e o procedimento é concluído.
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Cuidado após o procedimento, parte 1 |
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Este procedimento pode melhorar muito o fluxo sanguíneo pelas artérias coronárias e para o tecido cardíaco em cerca de 90% dos pacientes e pode eliminar a necessidade de cirurgia de bypass da artéria coronária. O resultado é o alívio dos sintomas de dor no peito e maior capacidade para praticar exercícios. Em dois a cada três casos, o procedimento é considerado um sucesso com a completa eliminação do estreitamento ou bloqueio. Esse procedimento trata a condição, mas não elimina a causa, e há recorrência em um em cada três a cinco casos. Os pacientes devem considerar a prática de exercícios, dieta e medidas de redução de estresse. Se não for obtido um alargamento adequado do estreitamento, a cirurgia cardíaca (cirurgia de enxerto de bypass da artéria coronária, também chamado de CABG) pode ser recomendada.
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Cuidado após o procedimento, parte 2 |
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Imediatamente após o procedimento, um saco de areia de 4,5 kg (10 libras) pode ser colocado sobre o local de punção da artéria femoral na perna e permanecer ali por seis horas. Isso é feito para ajudar na recuperação da artéria.
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Data da revisão:
6/18/2012
Revisão feita por: David C. Dugdale, III, MD, Professor of Medicine, Division of General Medicine, Department of Medicine, University of Washington School of Medicine. Michael A. Chen, MD, PhD, Assistant Professor of Medicine, Division of Cardiology, Harborview Medical Center, University of Washington Medical School, Seattle, Washington. Also reviewed by David Zieve, MD, MHA, Medical Director, A.D.A.M. Health Solutions, Ebix, Inc.
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